Essa semana entrou em pauta a nova Lei que proíbe que os pais batam nos filhos, o projeto que impede a prática do castigo físico nas crianças foi assinado na última quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ato marca os 20 anos de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Não é de hoje que este tema gera polêmica e presenciamos opiniões completamente opostas, mas a idéia principal é de que o castigo físico para as crianças, ou seja, a violência só irá gerar mais violência no futuro, pois a criança que é agredida hoje será o novo agressor de amanhã.
De acordo com o a nova lei o que havia era que a antes já existente Lei 8.069 condenava os maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não definia exatamente se seriam estes físicos ou morais, já com o novo projeto o artigo 18 passa a definir "castigo corporal" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente".
É importante informar e frisar aqui que aqueles que não obedecerem a nova lei, ou seja, os infratores sofrerão penas de advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica, podendo ainda no caso de lesões corporais graves, o responsável ser punido de acordo com o Código Penal, que prevê a pena de um a quatro anos de prisão.
Como todos bem sabemos, a correção por meio de palmadas chega a ser até, infelizmente, algo cultural e além de ser bastante primitivo, um sistema retrógrado que deve ser superado, principalmente com o pensamento moderno atual. Aqui no Brasil pesquisas por enquete apontam que 69% dos pais corrigem os filhos na base da palmada, mas profissionais de psicologia alertam que o trauma de uma criança que apanha pode gerar inúmeras dificuldades na sua fase adulta. Ano passado um estudo norte-americano constatou que crianças que apanham quando têm um ano de idade ficam mais agressivas aos dois anos e apresentam dificuldades de aprendizado na idade dos três, e que, por outro lado, punições verbais como broncas e sermões não causaram nenhum efeito negativo no desenvolvimento infantil.
Isso tudo só vem de encontro com a idéia de que se você quer o bem do seu filho deve começar dando o exemplo, ou seja, se você que quer ele seja uma pessoa passiva que compreenda a vida e saiba dialogar então deve também agir deste modo, principalmente com ele próprio! Se a criança precisa de um corretivo, corrija tirando coisas que ela gosta de fazer, deixando de castigo para pensar no que fez de errado e encontrar a luz do entendimento, assim você estará levando seu filho a refletir sobre tudo o que faz e assim também seu filho ou a criança que está sob sua responsabilidade não terá traumas gerados pela violência, pois se o conceito de família, especialmente por parte dos pais, é de proteção, apoio e carinho, então quando se agride o que reflete é algo completamente oposto, pois o que a criança assimila é dor!
Não é uma questão de condenar quem dá as velhas “palmadinhas”, é questão da gente repensar os nossos atos assim como queremos que nosso filhos reflitam quando cometem algum erro. Há sempre oportunidade de se mudar juízos sobre coisas assim, não deveria ser um ponto de obrigação, deveria ser sim de consciência e uma mudança de postura, afinal o que se quer o melhor para as crianças, não? Mas como isto não acontece por si só então que venha a nova lei que trará certamente muito mais paz dentro de nossas casas e seu filho crescerá uma pessoa muito melhor e sem traumas de violência. Se implantarmos hoje a não violência contra as crianças, o que veremos no futuro será muito bonito, pois estas mesmas crianças se tornarão um dia adultos e pais pacíficos também, seguindo o SEU bom exemplo!


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