Esta semana entrou em campo a arrogância e foi o assunto do momento. Por diversas vezes nos damos de cara com uma atitude que todos renegam, embora seja mais comum do que imaginamos, trata-se do sucesso subir à cabeça, como no recente e comentado caso do jogador Neymar do Santos Futebol Clube. O assunto que vêm sendo motivo de indignação e piadas nesta última semana nos leva a questionar até que ponto o sucesso faz bem, ou até que ponto ele pode simplesmente transformar uma pessoa, entretanto no caso de Neymar a dúvida sugerida quanto ao que houve é se isso é caso do sucesso ter subido à cabeça ou simplesmente rebeldia de um adolescente que leva uma vida um tanto quanto diferente da dos demais de sua idade, com mais responsabilidades e pressão.
Neymar é apenas um exemplo, pois por diversas vezes esse tipo de coisa acontece quer seja com artistas populares, quer seja com um vizinho ou parente que de repente consegue um emprego melhor ou uma promoção e então muda completamente de personalidade. Quanto a isso fala o consultor organizacional Milton Nonaka, que embora todos digam saber separar a vida pessoal da profissional, na realidade este é um ato muito difícil de se realizar, especialmente em casos aonde a pessoa se considera em grande vantagem sob os demais, para Nonaka "uma coisa é ter por trás de você uma marca crível e famosa, uma empresa estruturada e funcionários talentosos. Outra coisa é fazer tudo sozinho. É preciso tomar cuidado, pois o sucesso pode não passar de 15 minutos de fama. E, quando o vaidoso perde o crachá e o poder, perde tudo".
Outro fator de suma relevância neste assunto diz respeito ao “tombo”, pois como todos sabem a vida é mesmo feita de altos e baixos, e quando uma pessoa se sente acima de tudo e passa por cima de outras pessoas o que surge a seguir é sempre o afastamento de alguns entes queridos e o fato de que quando você cair seu mundo irá desmoronar, já que preferiu viver o lado profissional esquecendo e desfazendo completamente da importância do lado pessoal, do seu comportamento como um ser humano igual a todos.
Como na jornada do herói, pode ser que nestes momentos aconteça o “chamado”, ou seja, quando a pessoa consegue enxergar uma missão e a aceita, deste mesmo modo um tombo pode significar um crescimento enorme desde que a pessoa aceite sua missão de usar seus dons para o bem. Não adianta questionar Neymar ou o clube do Santos, a verdade é que nesse episódio todo quem levou a pior foi o jogador, pois se queimou com a opinião pública e este preço é sempre muito caro.
Podemos notar isso tudo na internet que hoje em dia reflete muito bem a opinião pública, já que seus principais usuários se caracterizam geralmente como “formadores de opinião”, a detonação com pessoas públicas que cometem atitudes arrogantes como a de Neymar é sempre constante. Algumas pessoas gostam de dizer que para evitar essa transformação que o sucesso demasiado pode causar em alguns é preciso respirar fundo e colocar os pés no chão, pois é a partir do momento que o sucesso sobe à cabeça que se inicia o processo de autodestruição e perda de tudo o que foi conquistado.
Opiniões à parte, atualmente a diversidade sempre se mostra por todos os lados, aqui, entretanto, nos cabe lamentar que o futebol esteja ficando cada vez mais manchado, pois perceber um jogador falando tantos palavrões de uma só vez e ver um técnico, que acabou de trazer um grande titulo para seu clube, ser desrespeitado em público e sem nenhuma consideração ser demitido justamente por este motivo, realmente tudo isso causa indignação em inúmeras pessoas. É de se compreender o fato de um adolescente assumir papéis de rebeldia de vez em quando, mas não dá para apoiar a atitude de um clube da magnitude do Santos de ter como resposta uma solução tão questionada como esta que presenciamos. Parece que desta vez faltou mais que humildade e bom senso, faltou sair de cena a arrogância, faltou um belo de um cartão vermelho!


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